Teologia da Prática do Culto

O sangue do novilho, tipo do sangue de Cristo, que morreu em favor do ministro, é a vida do sacrifício, o tempo, a paciência, o tempo em fé investidos nos momentos que o ministro apresenta a sua oferta particular familiar. Esta vida deve ser aspergida. Sete vezes sobre o propiciatório para o lado oriental, o lado que nasce o sol. A aspersão indica a origem do sacrifício. Indica que não vem do nosso lado, mas do lado contrário onde estamos apresentando a nossa expiação. A nossa aspersão indica que não vem de nós, é dom de Deus. Ele deve ser aspergido sete vezes, pois é um sacrifício eterno e consumado. É apresentado para o lado oriental porque a cada manhã se renova na misericórdia de Deus. Deve ser aspergido com o dedo. É algo relativo à nossa intimidade com Deus, é manual, é pessoal, é particular, é íntimo, é físico, não é automático nem deve ser mediado. Minhas digitais estão banhadas em vida, da vida que o ministro representa, a vida de Cristo. Esta vida está na ponta de seus dedos. Onde ele tocar sara, onde ele pegar cura, abençoa e perdoa. Agora, este sacerdote está pronto para oferecer os dois bodes, o bode expiatório e o bode emissário: Levítico 16:14: “Em seguida, tomará do sangue do novilho, e o aspergirá com o seu dedo sete vezes sobre a superfície do propiciatório, para a banda do Oriente”. (Hb 9:13,25; Lv 4:6,17)a. O procedimento de seu culto particular. O procedimento para o culto de ministração que é feito pelo povo é o mesmo que o sacerdote usou para purificar-se a si mesmo e a sua casa. Isto quer dizer que não há ministração, louvor ou mensagem que tenha maior efeito do que aquela ministração que já temos experimentado primeiro em nós mesmos: Levítico 16:15: “Depois, sacrificará o bode da oferta expiatória pelo pecado, que é em favor do povo, e trará o seu sangue para o interior do véu; e fará aspersões, assim como fez com o sangue do novilho, diante do propiciatório”. (Hb 9:3,7,12)b. Agora podemos entender por que Jesus, ao começar o seu ministério, entrou e purificou o Templo dos cambistas e de seus negócios espúrios. Entendemos melhor por que no final de seu ministério ele fez o mesmo. A purificação do templo acabou sendo a razão principal da sua morte, pois mexeu com o supermercado que Anás e Caifás haviam implantado no Templo, pois os judeus de todas as nações vinham para oferecer seus sacrifícios da Páscoa em Jerusalém. Milhares de animais chegavam cansados das longas viagens. Os sacerdotes, propositalmente, não os aceitavam, dizendo que eles estavam inaptos para o sacrifício. Teriam de comprar novos animais. Vendiam aqueles animais “viajados” por menor valor, segundo o ciclo do templo. Teriam que trocar mais dinheiro para completar a aquisição de um novo animal, que já havia sido considerado como viajado de outro. Assim, Anás ia ficando rico a cada Páscoa. Quando Jesus começou o seu ministério, denunciou este roubo no Santuário. Ele estava fazendo um trabalho de purificação do Tabernáculo das iniquidades do povo. Nós, os ministros do Santuário, devemos orar e santificar o Santuário das imundícias do povo. O santuário é todo o complexo do templo. Nele ocorrem coisas que não vemos, nele falam-se coisas que não ouvimos. Demônios também andam por ali. No ministério de Jesus, quase todas as vezes que ele ministrou, havia demônio na sinagoga. Devemos nos preocupar com a purificação da Casa de Deus de todas as iniquidades do povo; este é um trabalho pastoral: Levítico 16:16: “Assim, fará expiação pela Tenda do Testemunho, por causa das impurezas dos filhos de Israel, e dos seus pecados. Assim também fará com o Tabernáculo de Reunião, que reside com eles, no meio das suas impurezas”. (Êx 29:36; Hb 2:17)c. Deus não permitia que nenhum homem estivesse simultaneamente na tenda do Testemunho quando Arão entrasse no Tabernáculo para ministrar. O trabalho de Cristo não tem concorrente. Não há outro mediador, nem outro sacerdote, que ofereça o mesmo que Cristo ofereceu e ministrou por todos os homens: Levítico 16:17: “E homem algum deverá estar no Tabernáculo de Reunião quando ele entrar para fazer expiação dentro da Tenda do Testemunho (“Santuário”), até que saia; assim fará expiação por si mesmo, por sua família e por toda a congregação de Israel”.