Contradizendo tudo que disseram sobre o amor”

O amor não é uma vitória depois de uma fuga; o amor não é covarde.
O amor não termina atrás do fogão, nem no passatempo do soldado, nem é a escolha do soberano, porque o amor é a liberdade, é a conquista, é uma escolha pessoal não manipulada.
O amor não é a dignidade da corte nem do império, pois ele não pode ser desfrutado à força.


O amor não é uma comédia, porque seus atuantes não são palhaços nem atores, são vidas sinceras e purificadas da hipocrisia.
O amor não é fruto de palavrinhas, palavras e palavrões; o amor é um substantivo, um verbo que requer dos seus sujeitos o predicado advindos de adjetivos celestiais.
O amor não é delicado, ele age com delicadeza. Ele é autor, forte e digno de toda adequada honra.

O amor não é fruto de uma paixão; não se eleva pelos instintos nem pelos sentidos; o amor é uma virtude de Deus derramada em nossos corações pelo Espírito Santo. Todos os que conhecem a Deus podem experimentá-lo: ele é incondicional nas reações e eterno nas decisões.


A causa do amor não é pequena, pois seus efeitos são grandes.
O grande problema do amor é que seus sonhos podem mover exércitos, cidades e até o mundo inteiro, mas se não for confessado ele não gera, não alegra, não surpreende, não faz-se conhecido, nem muda as gerações.
O amor não tem razões que até as razões desconhecem, o amor não é um debiloide, o amor é racional, inteligente, sábio e o maior conselheiro; o amor é uma pessoa, e quem a conhecer saberá amar com todas as suas forças: Deus, porque Deus é Amor.


O amor não exclui a igualdade; ele não implora à hipocrisia, mas ele une a desigualdade sob o seu poder na mais perfeita união, pois quando ele triunfa não há um vencido nem um vencedor.
O amor não é um fogo que queima e derrete os sentidos desembestado; nem deixa louco os seus nubentes, pois o amor é vida acalorada que age sob completo domínio próprio e gera a paz; ele não tolera a violência, a cinza e a destruição como resultado. O amor nunca abandona o seu verdadeiro amigo, e tenha certeza que não é a loucura, mas é o equilíbrio.


O amor não exagera, não revela fraquezas para ser desculpado, nem usa das ilusões nem é fonte de decepções. Estas coisas são atos da velha pirataria do amor, a ilusão que o inveja. O amor é nobre, ele nunca decepciona, nunca frustra, nunca usa da força física, nem abusa do seu poder. Ele é o amor.