ACRESCENTE VIRTUDE E TENHA SUCESSO!

O segredo de acrescentar virtudes é maravilhoso. Pedro surpreende-nos ao ensinar que cada virtude necessita de outra virtude. Ele declara que devemos acrescentar à nossa fé o poder (ou virtude). O poder casado à fé forma um par perfeito. Posso ter uma fé isolada e sem poder. Minha fé sem poder é apenas uma pregação, um sermão. Mas, se acrescentar poder à minha fé, terei milagres e prodígios. Ele ainda nos diz que devemos acrescentar ao poder, ciência (conhecimento). Não pode haver um poder eficaz sem conhecimento, sem ciência. Meu poder sem ciência ocasiona erros graves que apagam a glória dos milagres e dos prodígios.

Devo acrescentar ao poder conhecimento, porque o poder e a ciência geram unção, avivamento e convencimento. O poder sem conhecimento é ditadura. Assim é a eleição às virtudes: geram resultados salvíficos que confirmam a eleição, tornando os planos executados por Deus úteis (2 Pe 1:5): “Por esta razão, pondo nisto toda diligência, associai à vossa fé, virtude; à virtude, acrescentai o conhecimento”. A ciência sem domínio próprio pode perder a compostura e a ética.

A perseverança nos fará entender que não vale a pena perder a paciência. A paciência, fruto do sofrimento, deve ser acrescentada à piedade, pois não poderemos usar a paciência para benefício de ninguém, a não ser que nós mesmos tenhamos acrescentado paciência à piedade. A paciência, sem piedade, será vil, fria e egoísta. Essas associações nos provam que é necessária uma associação de virtudes para que a eleição passada seja festejada no futuro na efetivação dos planos eternos de Deus com ressurreição e glorificação (2 Pe 1:6): “E ao conhecimento, domínio de si mesmo; ao domínio de si mesmo, paciência; e à paciência, a piedade” (At 24:26; Lc 21:19; 1 Pe 1:3). Mas a piedade tem uma fraqueza: pode se tornar piedade de alguns, de um círculo fechado, que não é aberto para novos irmãos e para novas amizades. A piedade pode cair na tentação de fechar-se para um grupo especial de elite. Por isso, o apóstolo disse: “acrescente à piedade o amor”, isto é, também acrescente à fraternidade o amor. O amor sem fraternidade (afeto aos irmãos) é como fé sem obras.

O amor sem fraternidade é poesia, é escrita romântica, música cantada. O amor sem fraternidade é compaixão sem tratamento, é hospital sem médico, é poço sem água, é vida sem interdependência (2 Pedro 1:7): “à piedade, o afeto de irmãos; e ao afeto de irmãos, o amor” (1 Ts 3:12). Cada uma das virtudes acima ficaria ociosa sem a abundância e o acréscimo que necessita. A fé, a virtude, a ciência, a piedade, a fraternidade e o amor ficariam ociosos sem o seu acréscimo. Ou seja, ficariam infrutíferos. Assim é o conhecimento tido por Deus quando casado à predestinação, a predestinação ao chamado, e o chamado à justificação e a justificação à glorificação (Rm 8:29,30).

A eleição não pode ser explicada separada de nenhum dos cinco vocábulos aqui expostos (2 Pe 1:8): “Pois quando em vos houver e abundarem estas coisas, não estareis ociosos, nem sem fruto no conhecimento de nosso Senhor Jesus Cristo” (Jo 15:2; Tt 3:14). Ele fala que aquele que não permite este tipo de associação é cego, apalpando somente o que está perto.