A questão da nossa generosidade

As ofertas da contagem do povo eram dedicadas ao templo. Por isso que Deus enviou a praga nos dias de Davi; porque o rei contou o seu povo e não ofereceu as ofertas devidas de cada um daqueles que passou pelo censo. Jesus ganhou o direito de não pagar nenhum imposto quando Davi venceu o gigante Golias; e, por decreto de Saul, ele ganhou esse direito, pois era filho de Davi; logo, Jesus não precisava pagar imposto. Ali, naquela passagem isolada, não se tratava de dízimo nem de oferta alçada, pois Jesus era maior que o Templo: em Mateus 17:24-27 nos diz: “E, quando eles chegaram a Cafarnaun, aproximaram-se de Pedro os cobradores das duas dracmas (“7g de prata”), e perguntaram-lhe: O vosso Mestre não paga as duas dracmas? E ele disse: Sim.

Ao entrar Pedro em casa, Jesus se antecipou, perguntando-lhe: Que te parece, Simão? De quem cobram os reis da terra tributos? Dos filhos ou dos estranhos? E ele respondeu: Dos estranhos. Então, Jesus lhe disse: Logo, são isentos os filhos. Mas, para que não os ofendamos, vai ao mar, lança o anzol, e no primeiro peixe que tirares, ao abrir-lhe a boca, encontrarás um estáter (“14g de prata”); toma-o, e o entregarás a eles, primeiro por mim e depois por ti”. Havia direcionamento correto para determinadas ofertas? As ofertas arrecadadas no censo eram dedicadas ao Templo, para reparos e necessidades especiais: Êxodo 30:11-16: “E disse mais o Senhor Jeová a Moisés: Quando, através do censo, contares o número dos filhos de Israel, conforme o seu número, cada um oferecerá ao Senhor Jeová um resgate por sua alma, para que não sofram qualquer praga mortal, ao serem recenseados.

Isto é o que se dará por todo aquele que for incluído entre os recenseados: meio siclo, conforme a metade do peso do siclo do Santuário, onde vinte geras são um siclo (“11,3g em prata”); e este meio siclo (“5,65g em prata”) será a oferta ao Senhor Jeová. Todo aquele que for incluído no recenseamento, da idade de vinte anos para cima, dará a oferta ao Senhor Jeová. Será igual para o rico, que não pagará mais, e nem o pobre pagará menos da metade do siclo, quando contribuírem com a oferta ao Senhor Jeová, para fazer expiação por vossas almas. E tomarás o dinheiro dos resgates da parte dos filhos de Israel, e os empregarás no serviço do Tabernáculo de Reunião, e será para os filhos de Israel como um memorial ao Senhor Jeová, como resgate de suas almas.”

(k) Jesus proibiu dar o dízimo? Jesus não proibiu os ensinamentos dos escribas e fariseus que estavam fundamentados nas Escrituras, de dizimar, mas, sim, exortou-os quanto à idolatria deles às suas tradições infundadas: Lemos em Mateus 23:1-3: “Então, falou Jesus às multidões e aos seus discípulos, dizendo: Na cátedra de Moisés se assentam os escribas e fariseus. Portanto, tudo o que vos disserem, isso deveis observar e fazer; mas guardai-vos de fazer conforme as suas obras; porque ensinam e não praticam.”

(l) Devemos ofertar ao Senhor uma oferta de gratidão na ocasião em que apresentamos os nossos filhos? As ofertas pela apresentação de uma criança são fundamentais, pois tudo o que Jesus nos ensinou tornou-se um exemplo para nós. Lemos em Lucas 2:21-24: “E, quando os oito dias se cumpriram para circuncidar o menino, foi-lhe dado o nome de Jesus, que lhe foi posto pelo anjo antes de ser concebido no ventre. E, quando se cumpriram os dias da purificação dela, segundo a Lei de Moisés, levaram-no a Jerusalém, para o apresentarem ao Senhor, segundo o que está escrito na Lei do Senhor: ‘Todo varão primogênito que abrir a madre será consagrado ao Senhor’, e para darem a oferta segundo o que está dito na Lei do Senhor: um par de rolas ou dois pombinhos.” Mas por que não levaram um cordeiro? Porque Jesus era o Cordeiro de Deus. As ofertas da purificação eram ao mesmo tempo ofertas pela apresentação da criança diante do Senhor. Lemos em Levítico 12:4-6: “E ela permanecerá durante trinta e três dias na sua purificação.

E não deverá tocar em nenhuma coisa santa e nem deverá entrar no Santuário, até que se cumpram os dias da sua purificação. Mas, se der à luz uma menina, será impura durante duas semanas, como no seu período menstrual, e esperará sessenta e seis dias para purificar-se do seu sangue. E, quando se cumprirem os dias da sua purificação, por filho ou por filha, trará um cordeiro de um ano por holocausto e um filhote de pomba, ou uma rolinha, como oferta expiatória pelo pecado, à entrada do Tabernáculo de Reunião, ao sacerdote”. E ainda em Lucas 2:21-24: “E, quando os oito dias se cumpriram para circuncidar o menino, foi-lhe dado o nome de Jesus, que lhe foi posto pelo anjo antes de ser concebido no ventre. E, quando se cumpriram os dias da purificação dela, segundo a Lei de Moisés, levaram-no a Jerusalém, para o apresentarem ao Senhor, segundo o que está escrito na Lei do Senhor: ‘Todo varão primogênito que abrir a madre será consagrado ao Senhor’, e para darem a oferta segundo o que está dito na Lei do Senhor: ‘Um par de rolas ou dois pombinhos’.”

E por esta causa ele recebeu sete bênçãos: (a) Destino profético, por Simeão; (b) recomendação pública, por Ana; (c) bênçãos e riquezas que vieram de longe dadas pelos astrólogos e reis; (d) não se perdeu na adolescência, mas buscou a Deus no seu Templo; (e) teve uma experiência corporal com o Espírito Santo, com João Batista; (f) teve um precursor para preparar o seu caminho através de João Batista; (g) venceu os três ataques de Satanás antes de seu ministério: Não quis transformar provisões de pedras, isto é, provisão fácil; não quis adorar a Satanás por glória terrena; não optou pelo suicídio.

(n) O ato de dizimar é mandamento da Lei? Muitos tentam provar que não devemos dar ofertas e dízimos porque é mandamento da Lei, usando textos fora do contexto, como este de Gálatas 5:4: “Vazios e separados de Cristo estais vós, os que vos justificais pela lei; da graça tendes caído”. Mas sabemos que as ofertas e dízimos são parte de nosso culto a Deus desde a fundação do mundo (Gn 3:21; Ap 13.8c), antes da Lei, no tempo da Promessa (Gn 4:2-6; 8:20; 15:8-12,17; Gl 3:17); durante a Lei (Êx 34:24; Dt 14:22-29; Nm 18:26); durante a Graça (Mt 23:23; Lc 11:42; 1 Co 15:20; Jo 20:17; Rm 11:16); na Grande tribulação (Jo 1:9-14; Dn 9:26-27); durante o reino Milenar de Cristo (Is 60:4-17; Ez 12:10); no Céu (Ap 4:4,10; 5:6-8; 8:3-5)